CRIAÇÃO DE SITE

Agência de Marketing de Alta Performance.

Arquitetura da Informação

O que é Arquitetura da Informação?

Arquitetura da Informação é a prática de decidir como organizar as partes de um sistema de forma que este seja compreensível. Quando projetamos um site, o processo de determinar o que são as coisas, onde devem ser incluídas, e como devem se conectar a tudo mais… Não é tarefa fácil. Como humanos, só entendemos as coisas quando existe uma relação entre elas.

A Arquitetura da Informação que conhecemos hoje, teve início por volta da década de 70, muito antes do surgimento da web e aplicativos móveis, ou a popularização de UX Design. Tal como Usabilidade e Acessibilidade, a Arquitetura da Informação (IA) extrapola o mundo digital; é uma área um pouco mais difícil de definir que as outras (circundantes). A sua influência está presente nos sites e aplicativos que usamos, em materiais impressos, e até nos locais em que convivemos. Arquitetura da Informação nos ajuda a entender o que nos rodeia, e a encontrar o que procuramos.

Arquitetura da Informação

Componentes da Arquitetura da Informação

Para ter sucesso em IA, é necessária uma compreensão diversificada de padrões para criação, armazenamento, acesso e apresentação de informações. Lou Rosenfeld e Peter Morville no livro “Information Architecture for the World Wide Web“ enumeram os principais componentes da Arquitetura da Informação:

  • Organização Esquemática e Estruturas: Como classificar e estruturar informação — São as categorias em que colocamos informações, tais como nomes de autor e títulos ou tamanho de sapato, tecido e cor;
  • Sistemas de Rotulagem: Como representar informação — Por exemplo, os artigos devem usar ambos os termos “optometrista” e “oftalmologista”, ou apenas “oftalmologista” é o mais apropriado?;
  • Sistemas de Navegação: Como os usuários navegam — Como nos movemos de um segmento de informação para outro quando essa informação nos é apresentada;
  • Sistemas de Pesquisa: Como os usuários pesquisam informação — Por exemplo, numa caixa de pesquisa, você pode digitar várias palavras para restringir os resultados e aproximar-se dos tópicos que deseja.

Outros componentes relacionados a IA vêm da tecnologia usada para tornar o modelo em um sistema funcional. Por exemplo, se você estiver construindo um site, o acesso a informações requer componentes como navegação, rolagem e clique. Se está inserindo informação em uma base de dados, a arquitetura deve incorporar componentes de consulta para recuperar informações específicas.

Metodologias comuns em Arquitetura da Informação

Como já mencionado anteriormente, a Arquitetura da Informação extrapola o digital. É uma área que tem raízes em vários campos e metodologias, incluindo Biblioteconomia, Psicologia Cognitiva e Arquitetura. Vejamos algumas definições sobre essas metodologias:

Biblioteconomia

Biblioteconomia é a metodologia responsável por sistemas de organização de conhecimento. Esta metodologia envolve o estudo de como categorizar, catalogar e localizar recursos. Ela é usada em bibliotecas tradicionais, museus, laboratórios de ciência e até em hospitais. No mundo digital, o melhor exemplo é um motor de busca como o Google. Um motor de busca é, nada mais que, uma biblioteca gigante onde toda a informação fica digitalmente catalogada. Essa informação precisa depois ser extraída de forma lógica, relevante e organizada para os usuários.

Psicologia Cognitiva

Psicologia cognitiva é o estudo de como a mente humana funciona. Dos processos mentais que ocorrem durante a consulta e processamento de informação. A Arquitetura da Informação baseia-se em alguns elementos diferentes da Psicologia Cognitiva para influenciar a forma como estruturamos a informação. Alguns dos principais elementos da psicologia cognitiva que arquitetos de informação mais valorizam:

  • Carga cognitiva: é a quantidade de informação que uma pessoa pode processar a qualquer momento;
  • Modelos mentais: são as suposições que as pessoas consideram antes de interagir com um site ou aplicativo;
  • Tomada de decisão: é o processo cognitivo que nos permite fazer uma escolha ou selecionar uma opção.

Arquitetura

O fundador dos modelos modernos de Arquitetura da Informação foi o Designer Gráfico e Arquiteto Richard Saul Wurman.
Wurman acreditava que a informação deveria ser estruturada da mesma forma que um edifício: assentando em uma fundação sólida. Tal como em Arquitetura, IA deve basear-se em uma estrutura precisa, intencional e com um fundamento sólido de idéias.

Segundo Wurman, a informação pode ser organizada apenas de 5 maneiras possíveis (LATCH):

  • Localização: Quando a informação vem de diferentes fontes ou locais (ex: vinho francês, carne argentina, etc.);
  • Alfabética: Quando a informação existe em um grande volume de dados (ex: lista telefónica, lista de websites, etc.);
  • Tempo: Quando existe informação onde uma duração fixa é prevalente (ex: reunião de 2h, estadias de 2 dias, etc.);
  • Categoria: Quando a informação pode ser agrupada de forma óbvia (ex: formato, tópicos, etc.);
  • Hierarquia (ou magnitude): Quando podemos agrupar informação de forma ilustrativa (ex: preço, tamanho, etc.)

Porque Arquitetura da Informação é importante?

Quando projetamos a arquitetura de um website, os princípios de Arquitetura da Informação aumentam a chance de entendermos, como usuários, onde estamos e onde a informação que queremos está (em relação à nossa posição). A arquitetura da informação ajuda na criação de hierarquias, taxonomias, categorizações, navegação e metadados. Sempre que organizamos um menu, o conteúdo ou estrutura de um site, estamos praticando Arquitetura da Informação.

Algumas das questões que devemos considerar sempre que projetamos um website:

  • Como é o fluxo de usuários no nosso site?
  • Como o sistema ajuda o usuário a catalogar suas informações?
  • Como essas informações são apresentadas de volta para o usuário?
  • Essas informações ajudam o usuário a tomar decisões relevantes?

De modo a respondermos a estas perguntas corretamente, devemos levar em consideração características como: público alvo, tecnologias do website e os dados que serão mostrados no website.

Qual a relação entre Arquitetura da Informação e SEO?

Um arquiteto da informação geralmente é responsável por uma variedade de atividades como parte de uma equipe de UX. Eles trabalham para criar estruturas de conteúdo utilizáveis a partir de conjuntos complexos de informações. Isso é feito usando metodologias de design centrados no usuário: testes de usabilidade, pesquisa e criação de personas e diagramas de fluxo, etc. O problema é que, existe uma luta constante de egos. Cada lado tentando mostrar as razões por que é mais importante que o outro. Esta é uma abordagem errada.

A arquitetura da informação (IA) e a otimização para mecanismos de busca (SEO) compartilham metas e objetivos comuns. No entanto, na maioria das vezes, os profissionais de SEO tendem a interpretar de forma errada os objetivos em IA. Assim como profissionais de IA tendem também a menosprezar os objetivos em SEO. Isso acontece principalmente porque cada profissional tende a olhar para essas tarefas de diferentes perspectivas. Por exemplo, algumas das tarefas mais comuns de um arquiteto de informações são, a criação de pesquisa, navegação, wireframing, rotulagem e modelagem de dados. O profissional de IA tende a olhar para essas tarefas a partir de uma perspectiva mais humana (por exemplo: como os usuários organizam informações, priorização de informações, etc.). Por outro lado, os profissionais de SEO geralmente analisam navegação e links internos, nomenclatura de URL, pesquisa interna, arquitetura de layout e organização de conteúdo, mas a partir de uma perspectiva mais técnica, de mecanismo de pesquisa (por exemplo: termos de pesquisa, volume de pesquisa, relevância, reputação etc.). Quando ambas as áreas não estão alinhadas, tendemos a enfrentar problemas que podem afetar tanto seres humanos quanto mecanismos de pesquisa.

Muitas vezes, a arquitetura técnica não considera as necessidades da arquitetura da informação e vice-versa. Assim, é essencial promover sinergias entre as equipes de SEO e de Arquitetura da Informação… Tal como entre todas as equipes de UX.

Conceitos errados entre IA e SEO

Quando as necessidades de IA e SEO são mal compreendidas, enfrentamos equívocos. O que é comum, quando alguém não detém uma compreensão profunda sobre um assunto.

Um dos conceitos errados mais comuns que SEOs têm de IA é o tamanho do URL e a distância do clique a partir da página inicial. Isso acontece porque os SEOs ignoram a priorização e presumem que a vinculação interna e a nomenclatura de URL estão interligadas. A profundidade de clique nem sempre é igual a URLs longos. Você pode ter uma pasta de terceiro nível vinculada diretamente a partir de sua página inicial, tornando um URL longo acessível a partir de sua página inicial.

Só porque um URL é longo, isso não significa que não pode ser priorizado na navegação.

Por outro lado, alguns arquitetos de IA ignoram as necessidades na otimização para mecanismos de pesquisa e armadilhas técnicas por detrás da navegação, referenciação interna (ou linkagem interna) e nomenclatura de URL. Todas essas funcionalidades podem funcionar em paralelo, mas todas elas precisam seguir as melhores práticas em desenvolvimento web e SEO. Quando ignoramos como as máquinas lidam com as informações, enfrentamos o risco de criar um excesso de ineficiências e redundâncias.

O seu site é simultaneamente um produto e um serviço

Uma das premissas básicas para ter um bom desempenho nos motores de busca é que seu site precisa apresentar valor. Se o seu site não agregar valor para os usuários — resolvendo um problema ou uma necessidade —, você terá dificuldade em alcançar bons resultados. No entanto, tendemos a esquecer que, sozinho, o SEO não resolve tudo em um site. SEO não cria valor. SEO expõe valor!

Honeycomb de UX

Como eu escrevi anteriormente:

Se o produto que vendo no meu site for uma bosta, e eu otimizar o meu website, eu só vou expor mais a bosta que é o meu produto. Não necessariamente irei transformar a minha bosta em morangos.

A maioria dos SEOs e IAs focará nos aspectos de usabilidade, localização e acessibilidade de um website:

lado técnico - Honeycomb de UX

Enquanto, por vezes, ignoram a utilidade, desejabilidade e credibilidade:

lado qualitativo - Honeycomb de UX

Se você deixar uma parte de fora, você estará perdendo em agregar valor ao seu site. E, finalmente, para seus usuários.

IA é o lado humano do SEO técnico

Nesse momento, você já deve ter uma ideia de por que essas duas áreas não devem funcionar separadamente. E por que cada profissional de SEO deveria abarcar as necessidades da IA, e vice-versa. Quando SEOs e IAs trabalham juntos, eles ajudam a evitar problemas reais, como: navegação facetada; busca interna; limite de taxa de rastreamento (crawl budget); relevância e fluxo de reputação; entre muitos outros.

Acredito fortemente que, todos os SEOs devem estudar Arquitetura da Informação, Usabilidade e Acessibilidade Web. Estas áreas contribuem para o desenvolvimento de pensamento crítico, tomada de decisão e clareza sobre as escolhas técnicas a serem tomadas. Como um profissional de SEO, a última coisa que você deve usar como argumento para impulsionar o seu trabalho são métricas de vaidade e afirmações ambíguas, ou crenças obscuras relacionadas a fatores de ranqueamento.

Se pretende saber mais ou estudar, recomendo as leituras:
Nota: Infelizmente, as melhores fontes estão disponíveis apenas em inglês.

  • The Elements of User Experience — GARRETT, Jesse
  • Pervasive Information Architecture — RESMINI, Andrea; ROSATI, Luca
  • Information Architecture — MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis
×